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Festivais de inverno esquentam o clima na Serra fluminense
É na serra carioca que turistas de todas as partes do Brasil e do mundo encontram tranquilidade. Nos últimos anos, os visitantes têm encontrado atrações que vão além da programação oferecida pelos hotéis, pousadas e restaurantes. Os chamados festivais de inverno estão tornando as principais cidades serranas em verdadeiros centros culturais, abrangendo não apenas os pontos turísticos já conhecidos, levando ao público uma vasta programação.
Símbolos da história nacional como o Museu Imperial e o Hotel Quitandinha, em Petrópolis, transformam-se em palco e abrem espaço para concertos de música clássica, dança e para intérpretes nacionais e internacionais. Durante o inverno, Petrópolis e Teresópolis são aquecidos pelo Festival Sesc Rio de Inverno, que será realizado entre 16 de julho e 2 de agosto. O Festival de Inverno da Dell’Arte é outro evento que acontece na região: em Petrópolis até o dia 12 de julho e em Nova Friburgo, de 16 a 26 de julho.
Para se ter uma ideia do tamanho e da importância desses eventos, a taxa de ocupação dos hotéis de Petrópolis aumenta 30%, fazendo uma média de ocupação de 65%, segundo dados do Petrópolis Convention & Visitors Bureau.
Para 2009, a Dell’Arte procurou adicionar elementos franceses à programação. O Ano da França no Brasil será o principal foco do evento.
“Procuramos sempre contribuir para a vida cultural de nosso estado, principalmente em um mês em que a chamada Serra Verde recebe tantos turistas”, afirmou a presidente da Dell’Arte, Myrian Dauelsberg.
Na Cidade Imperial, uma das grandes atrações a subir ao palco é o pianista Arthur Moreira Lima (02/7) às 20h. No dia 04, sábado, o show é de Flávio Venturini, às 21h. O “Melhor da Jovem Guarda” fica por conta do grupo Golden Boys, no dia 10, às 22h30, no Clube Petropolitano. A Orquestra Sinfônica Jovem de Campos Prof. Mariuccia Iacovino acontece no dia 12, às 17h.
Ainda com base nas relações entre Brasil e França, o Museu Imperial recebe, no dia 18 de julho às 19h30, o lançamento do livro-reportagem A Francesa História do Brasil, do jornalista Eduardo de Oliveira. A obra retrata aspectos da história da colônia portuguesa e seus fortes laços com a França. Seja como amigos ou inimigos, aliados ou invasores, os franceses tiveram papel fundamental em todo o processo colonial brasileiro, desde o início da ocupação territorial até meados do século XX.
“O brasileiro não encontrou, principalmente a partir de 1822, soluções para um país que estava nascendo. Por este motivo, ideias ou homens da França foram importados para fazer sua bandeira, sua constituição, arquitetura, artes plásticas, literatura, produção editorial e academias, em inúmeros campos do saber”, lembra Eduardo.
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