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11 de Setembro de 2009 | 17:06

Cidades serranas atraem turistas para as compras

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Fevest em Nova Friburgo, apresenta as tendências da moda íntima

A região serrana fluminense tem atrativos turísticos além das belezas naturais e arquitetônicas. De alguns anos para cá, os monumentos e paisagens, que recebem milhares de visitantes ao ano são tão frequentados quanto os pólos de moda e confecção. Se Petrópolis se destaca por abrigar a Rua Teresa, considerado o maior shopping a céu aberto do Brasil, Nova Friburgo colhe os louros de ser a capital nacional da moda íntima.

Tanto num, quanto no outro, o setor de moda e confecção é considerado peça fundamental da engrenagem que faz alavancar a economia. Em Petrópolis, os pólos de moda do Bingen e da Rua Teresa são responsáveis por 14% do produto interno bruto (PIB) municipal.

A Rua Teresa é a maior empregadora de Petrópolis. Dos 308 mil habitantes (IBGE 2008), 50 mil pessoas vivem direta ou indiretamente da produção e venda de roupas e acessórios produzidos no complexo de 910 lojas existentes nos dois quilômetros da rua. Anualmente, são vendidas 100 milhões de peças para as mais de 200 mil pessoas que visitam a Rua Teresa todos os meses.

Petrópolis também ganha destaque no cenário nacional quando se vê diante de outros mercados. A participação do pólo de moda da cidade no Fashion Business 2009 – bolsa de negócios que acontece paralelamente ao Fashion Rio – representou R$ 450 mil em negociações diretas se somadas todas as vendas das empresas petropolitanas participantes, competindo em igualdade com as melhores marcas do Brasil.

Nova Friburgo também  participa do Fashion Business, no entanto, outro evento acontece dentro da própria cidade atraindo visitantes para conferir as tendências de moda para roupas íntimas. Criada há 16 anos, a Fevest (Feira Brasileira de Moda Íntima, Praia, Fitness e Matéria-prima), movimenta o setor e conquista novos clientes a cada ano. Segundo Valéria Lattanzi, da Fábrica de Ideias, empresa responsável pela organização da feira, ocorrida em julho, o crescimento foi de 10% em relação a 2008 e os negócios gerados alcançaram R$ 36 milhões.

A aptidão por confeccionar peças íntimas surgiu na década de 1970, após uma indústria de lingerie demitir os funcionários devido a uma crise econômica. A partir daí, os funcionários se viram obrigados a confeccionar, por conta própria, calcinhas e sutiãs. Começava a se desenhar o futuro Pólo de Moda Íntima da região. Hoje, o pólo conta com cerca de 900 confecções, localizadas no município de Nova Friburgo e em cidades vizinhas, que geram mais de 20 mil postos de trabalho, correspondendo pela produção anual de 114 milhões de peças (25% da produção nacional), e têm faturamento global em torno de R$ 600 milhões/ano.

Segundo dados do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Nova Friburgo e Região – SindVest -, 14% das empresas do Pólo trabalham com a exportação, principalmente para os Estados Unidos, Portugal, Argentina e Uruguai.

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