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02 de Junho de 2010 | 18:21

Cervejaria Bohemia será reativada

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Cervejaria Bohemia será reativada

Redação - Notícias da Serra

A primeira cervejaria do Brasil, enfim, voltará a sua cidade natal. Depois de anos fechada, a fábrica da Cervejaria Bohemia, localizada na Rua Alfredo Pachá, em Petrópolis, terá outra vez seus dias de glória. O anúncio da reativação foi feito pela AmBev, na tarde de hoje, em evento realizado no Museu Imperial, com a presença do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o prefeito de Petrópolis, Paulo Mustrangi, e demais autoridades.

Pelo cronograma, a partir de dezembro deste ano, a fábrica petropolitana retomará suas operações na produção de rótulos exclusivos, além das já tradicionais edições especiais da marca, pioneira na cerveja Premium, chegando a 100 mil hectolitros da bebida por ano. O investimento, orçado em R$40 milhões, inclui também a inauguração do Museu da Cerveja em 16 de março de 2011, aniversário da Cidade Imperial. Os recursos fazem parte do investimento de R$2 bilhões destinados pela AmBev à ampliação da capacidade de produção de suas fábricas em todo o país.

As obras de revitalização do prédio, inaugurado em 1853 e desativado desde 1998, já tiveram início. O projeto deve gerar, a princípio, 120 empregos diretos e indiretos na cidade. “A Cervejaria Bohemia é parte fundamental da cidade de Petrópolis e também da essência da primeira cerveja do Brasil. É um grande orgulho para a AmBev trazer a Bohemia de volta às suas origens e com isso enriquecer a vida cultural e econômica da cidade imperial”, explica Milton Seligman, vice-presidente de relações coorporativas da AmBev.

O centro de produção fabril e a fabricação da bebida poderão ser vistos de perto por visitantes do Museu da Cerveja. O memorial, abrigado no mesmo prédio histórico, trará ao público curiosidades e segredos do mundo cervejeiro. “É um sonho de muito tempo. Não se trata apenas de voltar a produzir na cidade. A referência histórica tem tudo a ver com a marca. Queremos mostrar os primórdios da cerveja, em Petrópolis e no Brasil”, diz Pedro de Sá Earp, petropolitano e diretor de marketing de Bohemia. “O projeto é mais amplo. Disponibilizaremos o maior acervo cervejeiro da América Latina. Teremos também uma cervejaria virtual”, completa.

Através de atividades interativas, o visitante se tornará parte da experiência. “Não será um museu tradicional. Os visitantes serão estimulados através de sons e cheiros, em uma verdadeira experiência cervejeira. Por não ser estático, o visitante vai desejar visitar mais de uma vez”, afirma Gabriella Esper, gerente de comunicação da marca.

Amantes da bebida poderão, além de acompanhar a produção, aprender a apreciá-la melhor. “Além de aprender história, haverá cursos de degustação e serão disponibilizadas para os visitantes cervejas exclusivas, vendidas apenas na fábrica de Petrópolis”, conta Maria Fernanda Albuquerque, gerente da Bohemia.

A reativação da fábrica e a criação do museu trazem inúmeros benefícios para Petrópolis. “Propomos experiências práticas, que ajudarão a aquecer a vida cultural da cidade, além da econômica”, diz Maria Fernanda. “Petrópolis já é um pólo turístico. O museu fomentará essa atividade”, completa Gabriella Esper.

No mesmo espaço, funcionará o Centro de Tradições Petropolitanas, resgatando a história da Cidade Imperial, desde sua fundação. “Será um espaço para nossa cultura, para a nossa gente e um novo ponto turístico. Temos o Museu Imperial, que conta a história do Brasil Império e da Família Imperial, e há muito tempo precisávamos de um local para contar a história de nossos colonizadores, de nossa gente, de nossas tradições”, comentou o prefeito Paulo Mustrangi.

Maurício Ferreira, diretor do Museu Imperial, concorda. “É muito benéfico, pois gera emprego e renda a partir da cultura e da memória da cidade, resgatando sua história e seu passado”, diz o historiador. “Será mais um vetor de atração turística e fortalecerá ainda mais o turismo, setor que já é forte na cidade. Seu valor simbólico é muito importante, pois trata-se da primeira cervejaria do Brasil”, diz Cícero de Almeida, representante do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). “Esperamos que haja um casamento da iniciativa privada com o estado, pois, embora ainda não tenhamos em mãos o projeto, o IBRAM está aberto e interessado no museu, disposto a apoiá-lo”, completa.

O projeto deve ganhar visibilidade nacional. “Teremos exibições temporárias e eventos. Lançaremos uma campanha nacional sobre a reabertura da fábrica, e esperamos que venham visitantes do Brasil inteiro”, afirma Pedro de Sá Earp.

“É um gol de placa. Petrópolis tem uma vocação turística natural. Ao criar espaços e oportunidades, o turista passa mais tempo na cidade. Com o resgate da memória da cerveja, mostramos o melhor de Petrópolis. Para que a cidade cresça ainda mais nesta área, devemos utilizar esse viés e criar eventos e festivais. Esses eventos são pólos de atração de turistas”, disse o vereador Thiago Damaceno, líder do Partido Verde na Câmara, que também prestigiou o lançamento do projeto.

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