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08 de Outubro de 2009 | 16:56

Um espaço no mercado de trabalho

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A empresária Soraya Mansur na loja da Chilli Beans na rua 16 de Março, em Petrópolis.

(Parte 2)

O setor pouco importa, a cada dia as mulheres passam a mostrar à sociedade que estão preparadas para o mercado. Em busca da liberdade financeira, elas conseguem entrar com o pé direito no mundo dos negócios e deixam claro que homens e mulheres podem sim disputar o mesmo espaço.

 

A estilista Manoela Salgado também arregaçou as mangas e começou a batalhar por seu espaço desde muito cedo. Envolvida no mercado da moda por causa da mãe que também é estilista, há dois anos e meio, com apenas 22 anos, ela decidiu virar empresária e inovar em relação ao conceito da moda. A loja de roupas femininas Joaquina uniu a paixão pelo mundo das artes e o perfil de Manoela: “A loja externa o que tenho dentro de mim, ela tem identidade. Eu me arrisquei. Sabia que teria que romper barreiras. A Joaquina é uma loja inovadora, não tem nada parecido na cidade”.

 

Para enfrentar o mercado e abrir a Joaquina, Manoela não pensou duas vezes: “Peguei um empréstimo no banco e abri a loja com muita vontade de que desse certo e deu certo desde o início. É claro que ainda estou pagando o investimento, mas já é da Joaquina que vivo, é dela que comprei o meu carro e que continuo estudando”, comemora a estilista, que apostou em peças com personalidade e muito femininas, sempre com base clássica.

 

Com mais de 150 clientes já atendidos, ao longo de quatro anos, a trajetória da agência de publicidade Nova Studio também envolve uma mulher empreendedora. Luciana Varella, 31 anos, encontrou na abertura do seu negócio a alternativa para sua vida profissional.

 

Com a experiência adquirida em estágios e com o portifólio debaixo do braço, a publicitária identificou um colega de turma que tinha o mesmo desejo: ter sua própria agência. A sociedade deu certo e, há dois anos, a equipe cresceu e ganhou um escritório maior em Itaipava. 

 

Para ela, o ganho variável e a liberdade que a agência possibilita fazem o empenho valer a pena. “Ser empreendedora me consome tempo, é uma grande dedicação, até porque sou bastante exigente comigo e com a equipe. Diariamente, o horário comercial acaba, mas ainda tenho muito a fazer. Meus sonhos me estimulam a trabalhar mais”, comenta Luciana, que ainda arruma tempo para o marido, para atividades físicas e ainda para estudar: “Não deixo de cuidar de mim, de ter horas de lazer, mesmo que apertadas, afinal se eu não fizer isso, quem fará por mim? Para completar estou terminando a MBA. Mas para ter toda essa força e fazer várias coisas ao mesmo tempo, eu preciso dormir, o sono é reparador para mim”.

 

Apesar da correria, Luciana afirma que os filhos fazem parte dos seus planos: “Quando eles vierem ajustamos esse novo ritmo, mas com certeza eles fazem parte dos meus sonhos”.  

 

Depois de trabalhar nos negócios da família, a empresária Soraya Mansur, 37 anos, decidiu abandonar a carreira de professora de inglês e seguir a vocação que corre em suas veias. Em 1997, abriu uma sociedade com o irmão e não parou mais. Desde 2002, é franqueada da marca Chilli Beans no estado do Rio de Janeiro. Especializada em óculos escuros, relógios e acessórios, a Chilli Beans acaba de chegar ao mercado petropolitano com duas lojas: no Shopping Estação Itaipava e na Rua 16 de Março.  

 

“Ser empreendedora pode ser fruto do trabalho, mas normalmente nasce com a pessoa. Nunca me imaginei sendo empregada de ninguém. No começo, a franquia da Chilli Beans era mais um hobby do que sobrevivência, porque já tínhamos duas lojas Ellus. No mesmo ano, já estávamos com outros dois pontos de venda na Gávea e no Centro da Cidade. Queríamos atender todo o Rio de Janeiro, mas não imaginávamos que cresceríamos tanto”.

 

A vinda da Chilli Beans para a região serrana, segundo ela, fazia parte dos seus sonhos: “Depois de consolidar a marca no Rio, chegamos em Búzios e sonhávamos trabalhar também em Petrópolis. Fizemos várias visitas a cidade até encontrar as lojas. Este é apenas o começo da nossa entrada na região, queremos muito mais”. 

 

Para Soraya, o mercado está aberto para empreendedoras: “Em seminários e eventos, que frequento mensalmente, percebo que o número de empresárias é bem maior do que o de homens. A mulher é mais esperta, faz mais coisas ao mesmo tempo e por não quererem depender dos maridos, tiveram que correr atrás. Hoje, as mulheres se destacam pelo esforço que fizeram”.  

 

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