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11 de Setembro de 2009 | 12:20

Paixão à mesa

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O chef trocou a agitação do mercado financeiro pela da serra

Cercado por jardins e um ambiente bucólico, o lugar de lazer de uns é o local de trabalho do chef Paulo Pinho. No entanto, nada de fornos enormes e um ambiente cercado por paredes. Os pratos do Restaurante Alvorada são temperados com alegria e muita natureza.

“Esse é o local que escolhi. As pessoas chegam, bebem um bom vinho, uma cerveja e revivem um ambiente saudosista dos antigos botecos cariocas, onde ninguém conhece ninguém, mas são todos amigos”, diz.

Ele lembra que por conta desse espírito resolveu largar os investimentos na bolsa de valores e curtir o prazer de realizar um simples sonho. “Sou um paraense apaixonado pelas características do Brasil. A cozinha é uma paixão e a comida brasileira é onde me rendo”, lembra contando do mais novo prato: a Moqueca de Cogumelos.

“Não procurei por um lugar assim, eu achei. Petrópolis era o ponto de fuga de anos atrás. Hoje é o meu recanto de trabalho e descanso. Daí a vontade de fazer sempre pratos com aroma da serra, tanto no verão como no inverno. Comer bem é uma arte para qualquer tempo”, garante o chef Paulão, como é conhecido.

O restaurante tem a parceria da esposa Márcia Marinho, que com toques precisos vai dando molde ao ambiente. Aos 53 anos e há 21 à frente do Alvorada, Paulo Pinho ressalta que chegou ao momento atual graças ao incentivo dos amigos que davam empurrões e opiniões empolgantes sobre a sua boa comida.

“Nunca fui pretensioso. As coisas foram acontecendo. Foi um dia após o outro e hoje estamos aqui”, afirma.

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