Conteúdo
//Curiosidade
Carros e motos se tornam brinquedos nas mãos dos marmanjos
É difícil achar um homem que não seja apaixonado pelo ronco de um motor, pelo cheiro da gasolina, por velocidade, e claro, por carros e motos, que são a mistura de tudo isso. Para a maioria, essas máquinas são símbolos de status, capazes de realizar sonhos e aventuras, mas para alguns são relíquias, verdadeiras paixões que extrapolam limites, dando início a maravilhosas coleções.
As décadas de 1970 e 1980 marcaram muito a vida de Guaraci Silva. Há 21 anos, ele coleciona motos. São tantas que o pátio da garagem da casa onde vive já está lotado. O acervo supera 70 motos, todas em estado perfeito, seguindo de forma fiel as cores e peças. “Essa paixão começou com a compra de uma Honda CT 90 em um ferro velho e, desde então, não parou”, afirma.
Influenciado diretamente pelo pai, Guaraci mantém um oficina mecânica onde faz questão de reparar, pessoalmente, todas as peças e consertar as máquinas até chegar ao estado perfeito. “A parte mecânica dessas máquinas é o que me impressiona e me liga ao hobby. Por conta do trabalho, durante a semana não consigo dar muita atenção para minhas preciosidades, mas quando chega o final de semana, fico o dia inteiro na oficina. Por isso, o trabalho só ganha a aprovação final quando todas as joias estão em perfeito estado, brilhando, como recém saídas da fábrica e com todas as peças originais. Daí é só ligar e sair pilotando”, garante.
Hoje, além de possuir uma garagem recheada de preciosidades como RD 350, GT 380 e uma CL 100, Guaraci não se contenta em deixá-las guardadas e participa, frequentemente, de exposições em todo o estado. Sua coleção é composta por modelos das marcas japonesas Honda, Yamaha e Suzuki, mas Guaraci ainda espera alcançar seu grande objetivo, uma moto Kawasaki. “Nunca cometo loucuras para comprar essas motos e peças. Tudo é feito com muita cautela”, diz.
Passando de duas para quatro rodas, o apaixonado por carros, José Eduardo da Silva Pereira, tem cerca de 20 automóveis na coleção. Segundo o colecionador, o apoio de seu pai e seu avô foi fundamental para o amadurecimento de sua paixão. O amor é tanto, que suas preciosidades recebem até apelidos, como Maria Sem Vergonha e Playboy.
“A paixão por carros vem desde a minha infância e foi influenciada diretamente por meu pai e meu avô. Quando tinha sete anos, viajávamos e eles me ensinavam a dirigir. Isso fez aumentar e muito a minha paixão”, lembrou.
Em um rápido passeio por sua oficina é possível viajar no tempo. Fuscas, Pumas e um Galaxy 500 são facilmente localizados e admirados por todos. Sonhos de consumo para a maior parte dos homens, Ferrari, Jaguar e Mercedes são belezas que atraem bastante o colecionador.
“Conduzir uma máquina clássica é um prazer sem limites, do qual eu não abro mão. As razões que me despertaram o fanatismo por estes charmosos modelos são muitas e ultrapassam a simples admiração. O que mais me atrai nos carros são o design e a parte mecânica”, comentou.
Apesar da estreita relação com veículos, José não se limita apenas a colecionar. Ele encontrou no hobby sua profissão e, há cinco anos, comercializa clássicos. Seu empreendimento, em Itaipava, é frequentado por amantes de carros antigos e celebridades. Uma de suas clientes ilustres é Ana Jobim, viúva do maestro Tom Jobim.
compartilhe
aumentar / diminuir

