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"Os Monólogos da Vagina" estreia nesta sexta
Redação - Notícias da Serra
A peça “Os Monólogos da Vagina”, escrita e dirigida por Miguel Falabella, estará em cartaz no Theatro D. Pedro nos próximos dias 9 e 10.
O texto é adaptado da peça homônima de Eve Ensler (em inglês, “The Vagina Monologues”), estrelada em 1996 pela autora off-Broadway. Desde então, foi sucesso de crítica e público em mais de 36 países e contou com estrelas do porte de Whoopie Goldberg, Swoosie Kurtz, Winona Ryder e Susan Sarandon.
O bem-humorado texto conta, de forma direta e livre de preconceitos, histórias de mulheres de todo o mundo, coletadas pela autora, que entrevistou mais de 200 mulheres. “Quem assiste a esta peça nunca mais olha para o corpo de uma mulher como antes”, diz Ensler.
Vera Setta, com quem o Notícias da Serra conversou com exclusividade, acredita que as mulheres da plateia se identificarão com as personagens no palco. “Nenhuma mulher sai impune. Muitas se identificam com alguma das personagens e vem falar comigo depois da peça”, conta.
Os desabafos das mulheres sobre sexo, menstruação e violência sexual, entre outros temas do universo feminino, trouxeram à tona casos de violência contra a mulher. Nos Estados Unidos, a peça inspirou o V-Day, em que são organizadas performances beneficentes que já arrecadaram mais de US$50 milhões, destinados a organizações que lutam pelos direitos de mulheres violentadas.
Para Setta, a mulher moderna não se valoriza. “Pior que machismo de homem, é machismo de mulher. A mulher já não se respeita mais”, Setta desabafa. Ainda que o universo feminino seja a base do texto adaptado por Falabella, a atriz garante que os homens também se divertem. “Os homens saem da peça conhecendo um pouco mais sobre a vagina e o que é ser mulher”, conta.
Em cartaz no Brasil há mais de 10 anos, a peça de Falabella traz aos palcos petropolitanos, além de Vera Setta, as atrizes Betina Viany e Tânia Alves. Para Setta, “Os Monólogos...” nunca foi tão atual: “A peça é mais oportuna do que nunca e algumas questões tratadas por ela trazem logo à mente das pessoas os casos de abusos contra crianças que estão acontecendo no Brasil”, diz.
Setta, que também é produtora do espetáculo, conheceu a peça quando morava em Nova York e se empenhou para trazê-la aos palcos brasileiros, porém enfrentou desafios. “Me perguntavam, ‘Que nome é esse?’, inclusive alguns atores. Graças ao Miguel [Falabella], que se prontificou a ir a Nova York, conseguimos”, relembra. A produção, entre idas e vindas à Big Apple, levou dois anos.
“Não entendo porque a palavra ‘vagina’ ainda é tabu. É por ela que as mulheres dão à luz, amam, sentem prazer. Ter preconceito com a vagina, é ter preconceito com a mulher”, defende a atriz.
Cláudia Rodrigues, Zezé Polessa, Cissa Guimarães, Lúcia Veríssimo, Mara Manzan e Fafy Siqueira estão entre as atrizes que já deram vida aos monólogos nos palcos. A peça já passou por mais de 50 cidades brasileiras e foi vista por mais de 900 mil pessoas.
Embora a peça seja conhecida mundialmente, Setta garante que não será previsível. “Cada plateia é nova e interage de forma diferente. Mantemos a essência da peça, mas também improvisamos. Assim, o público pode se surpreender”.
Serviço
Theatro D. Pedro
Praça dos Expedicionário S/N – Centro
Data: 9 e 10 de abril (sexta e sábado)
Horário: 21h
Ingresso: R$ 50,00 (50% para estudantes, idosos, portadores de deficiência e clientes Unimed Petrópolis); R$ 30,00 antecipado (apenas inteira)
Classificação etária: Desaconselhável para menores de 12 anos desacompanhados dos pais ou responsáveis.
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