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11 de Setembro de 2009 | 15:29

Lygia Bojunga presenteia Região Serrana com projeto educacional

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Lygia Bojunga traz para Região Serrana projeto educacional

Nem todo mundo que troca as grandes cidades para morar nas montanhas do estado do Rio está em busca de silêncio ou de isolamento. Um exemplo disso é a escritora infanto-juvenil Lygia Bojunga.

Gaúcha de nascimento e criada no Rio de Janeiro, Lygia começou a carreira como atriz, depois descobriu que a sua grande vocação era escrever histórias, o que já fazia desde menina. Com 20 livros publicados ao longo de quase 30 anos, Lygia recebeu 36 prêmios e nestes estão incluídos dois que são equivalentes ao Prêmio Nobel de Literatura: o prêmio Hans Christian Andersen (1982), e o  ALMA “Astrid Lindengren Memorial Award” (2004), concedido pelo governo da Suécia, e que deu origem à Fundação  Cultural Casa Lygia Bojunga.

Reconhecida internacionalmente por sua obra e traduzida para vários países,  Lygia  resolveu transformar  todo o sucesso e satisfação que os livros trouxeram para a sua vida num projeto mais do que social. Proprietária do Sítio Boa Liga, em Pedro do Rio, distrito de Petrópolis, a escritora criou há  mais de dois anos o “Paiol de Histórias”, primeiro projeto desenvolvido pela Fundação   que estimula a leitura entre crianças da região, recriando as histórias que elas ouvem. As vivências da meninada acontecem  em espaços criados dentro do Boa Liga. No Paiol 1 acontecem as encenações teatrais, no Paiol 2, leitura, com acervo atual e repleto de clássicos da literatura infantil. Ainda existem a Praça da Poesia, a Praça da Jabuticabeira, a Praça do Papel, a Praça do Pic-Nic e o Bambuzal. Nesses lugares mágicos, jovens de 8 a 18 anos se encontram  três vezes por semana e participam de sessões de cinema, leitura, teatro e têm contato com Monteiro Lobato, Maria Clara Machado, Sylvia Orthof, Ziraldo, Ruth Rocha e outros escritores da literatura infanto-juvenil brasileira. Lá também são desenvolvidos projetos de reciclagem/papel artesanal; visitas de  professores, ambientalistas e pessoas ligadas ao livro. As visitas, dentro deste projeto “Um Encontro com a Boa Liga” podem ter duração de algumas horas, de um dia inteiro, ou até mais e propõem, além da troca de ideias, oficinas e palestras no Paiol.

A mulher homenageada na coluna Tô na Serra Tô Feliz deste mês declarou certa vez: “Era minha ideia quando institui a fundação que os projetos todos fossem voltados para jovens e crianças com poucas oportunidades (...)Eles gostam de vir para cá, vêm com alvoroço, com prazer. Acho que todo trabalho deve ser prazeroso. Para mim que queria dar o troco, pelo sucesso e reconhecimento, é gratificante”.

Uma boa dica para conhecer um pouco mais desse projeto e do que acontece na Fundação é acessar o site: www.casalygiabojunga.com.br.

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