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11 de Maio de 2011 | 16:15

Planejamento da saúde pública foi tema de debate em Petrópolis

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Palestra sobre o Plano Diretor

Redação Notícias da Serra

A Universidade Estácio de Sá realizou, nesta terça-feira (10), a quarta etapa do Ciclo de Palestras sobre o Plano Diretor, em parceria com a Comissão Especial de Revisão e Estudos da Câmara Municipal. O tema do encontro foi “O planejamento da saúde pública em Petrópolis”. A palestra foi ministrada pelo professor Renato Farjalla, pela secretária de Saúde do município, Aparecida Barbosa e pela presidente do Conselho Municipal de Saúde (ConSaúde), Maria Auxiliadora Pires. O encontro foi mediado pelo presidente da Comissão, vereador Thiago Damaceno.

 


O professor Renato Farjalla, que além de atuar na faculdade é doutorando em Políticas Públicas, afirmou que o foco da área da saúde deve ser a prevenção de doenças e, não só o tratamento das enfermidades. “O sistema deve promover a proteção da saúde, centralizar nas pessoas”, declarou. Farjalla citou ainda o investimento em lazer como uma das formas mais eficientes de promover a qualidade de vida. “A promoção ajuda, inclusive, a baixar o custo no setor de atendimento dos hospitais públicos”, comentou, citando o projeto Rua de Lazer como um exemplo.

 


A secretária Aparecida Barbosa, por sua vez, afirmou que é de fundamental importância o debate. “A sociedade tem que participar desse processo”, afirmou. Barbosa mostrou o orçamento da cidade, que hoje é de R$ 419 para cada pessoa, por ano. “O financiamento da saúde é para toda a população. Mesmo para quem tem plano, a Prefeitura investe em vacinação, compra de medicamentos e etc”, disse.

 


De acordo com a secretária, a Prefeitura fica sobrecarregada com a falta de investimentos de outras esferas de governo. “O governo do Estado, por exemplo, só começou a investir agora, com a instalação das Unidades de Pronto-Atendimento. Mas os governos não têm a obrigação de trazer os recursos. Portanto, é muito importante ampliar o debate sobre o financiamento da saúde”, afirmou.

 


Aparecida Barbosa ainda destacou o grupo de planejamento montado após a Conferência Municipal de Saúde, em 2009, que teve como objetivo fazer a análise situacional e a definição dos principais objetivos da pasta. Os principais pontos negativos apontados foram a baixa cobertura de atenção básica, equipes incompletas e a dificuldade de fixação de profissionais, o abastecimento irregular de insumos e a infraestrutura inadequada.

 


 “Já estamos trabalhando para resolver alguns dos problemas. A reforma do DIP (Departamento de Doenças Infecto-Parasitárias), no Hospital Nelson de Sá Earp, e a construção de uma Unidade Básica de Saúde no Quitandinha, por exemplo, são alguns avanços”, declarou. “As nossas principais metas, baseadas na análise, são ampliar e qualificar a atenção à saúde bucal, e ter mais oito Equipes de Saúde da Família (ESF) e quatro Núcleos de Apoio ao Programa Saúde da Família (NASF)”, declarou, citando ainda o prontuário único do paciente, que informatiza o sistema.

 


 O sistema integrado foi ressaltado também pela presidente do Conselho Municipal de Saúde (ComSaúde), Maria Auxiliadora Pires. “O cartão SUS diminui a procura nas urgências e emergências, assim como as UPAs. O sistema é muito importante para desenvolver a saúde no município. Da mesma forma, é fundamental redobrar os cuidados na atenção básica”, destacou.



De acordo com o vereador Thiago Damaceno, a discussão não foi levada para o lado político. “É um debate técnico, que aponta os caminhos para o diagnóstico das ações realizadas e as soluções, para o planejamento da saúde”, afirmou.

 


A quinta palestra do ciclo, que irá tratar da Educação, já está marcada para ocorrer no próximo dia 24, no campus do Bingen.

 

 

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